Poder de Síntese #24
Carnaval já é passado, o relógio está mais acelerado do que nunca. E aí eu pergunto: como tomar decisões esse ano?
Fiquei surpreso quando li que, pela 1ª vez na história moderna, uma geração está menos desenvolvida intelectualmente do que a anterior. Sim, é a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) que está registrando pontuações de QI inferiores aos Millennials.
E tem explicação: para eles, manter o foco e o hábito da leitura é um enorme desafio. Talvez seja um efeito direto das redes sociais e de uma era de facilidades que levam a um déficit de atenção sem precedentes. É, meus amigos, os dados dizem que temos uma Gen Z com mais benefícios e acesso à informação, mas… Com menos inteligência e poder de concentração.
Mas engana-se quem acha que esta edição será somente sobre gerações ou generalizações. Também não tenho o objetivo de tecer críticas gratuitas a uma geração que pode mudar as regras do jogo se souber se posicionar. Eu mesmo tive estagiários Gen Z promissores, jovens que se destacam e não entram definitivamente nessa estatística.
Na verdade, fiz questão de abrir a edição dessa forma para questionar:
Se a Gen Z tem desempenhado mal em testes de concentração e raciocínio lógico, como o novo Operador do Direito está em meio a esse novo contexto?
Peço uma lupa não só no Gen Z jurídico, mas em todos os profissionais que lidam com eles. A proposta é refletirmos de forma geral. Será que também estamos com danos no poder de concentração? A média do QI de pessoas de gerações anteriores também está caindo? Estamos sendo afetados por não precisar mais escrever à mão ou decorar números de telefone, por exemplo?
Bem, não vou saber te responder, mas uma coisa eu coloco as minhas mãos no fogo: não importa a idade, todos nós estamos sofrendo com uma superdosagem com os efeitos dos novos tempos. A pressão por resultados, o dinamismo das novas tecnologias, a extensão do trabalho para casa (e o famoso “horário de trabalho infinito”) têm prejudicado relações, novas ideias, a criatividade e aquilo que deveria ser mais sagrado e estratégico para a nossa profissão: a tomada de decisão.
Esperar virou sinônimo de pecado, inquietação, perda de tempo. Tudo - absolutamente tudo - precisa ser agora. Resposta imediata, urgente, rotulada de “prioridade” e “urgência” sem critérios que possam justificar essa tarja. Os resultados precisam ser imediatos e de grande impacto. Permissão para errar? Talvez só no discurso da rede social, mas não na rotina e na vida de verdade.
Provocar comportamentos ágeis sem espaço para erro afeta diretamente a inovação. Afinal, quem não erra não inova, não é mesmo? Pensando nisso, a Poder de Síntese e a Tools Law perguntam:
Tomar decisões com cautela vai moldar a sua postura profissional. Utilizando dados e dando passos de forma estruturada então… Certamente você será visto como um profissional estrategista, sênior, com autoridade. Ninguém quer ser rotulado como alguém desesperado, que clama por atenção e é afobado. Calma! Também não é para ser lento e ficar pedindo tempo para decidir tudo com calma - até mesmo porque isso pode prejudicar seriamente o desempenho da equipe - mas, na dúvida, observe o contexto e nunca se esqueça do bom e velho equilíbrio.
Enfim! Saber tomar decisões é importante. Mas também saber contar como você tomou essa decisão e como estruturou essa narrativa é muito mais. Nas empresas americanas já existe o cargo de storyteller - ou seja, aquele que sabe contar bem uma história. Talvez esses cargos nunca surjam na nossa realidade tupiniquim… Então, aproveita a oportunidade e já vai treinando como você conta sobre a tomada de decisão da forma mais apropriada como o seu ouvinte gostaria de ouvir (alto executivo, corpo diretor ou o seu gestor, por exemplo)!
🏃 A 100ª edição da Corrida de São Silvestre
Corri a corrida de rua mais famosa do país ao lado da Gabriela Marcassa, minha colega de trabalho e mais uma das incríveis profissionais que estão transformando a Sabesp.
🌊 Jurídico em campo e visitando uma Estação de Tratamento de Água
Ter a dimensão da operação da sua firma te faz um profissional ainda mais completo. Se a sua gestão não providencia isso… Dá um jeitinho de pedir!
🎯 A maneira como dizemos algo importa tanto quanto o que dizemos
O “como” importa. Não adianta mandar bem na entrega e criar um clima desagradável no time ou ser visto como intolerável.
🤗 Estamos nos permitindo ser acolhidos?
Como está a nossa colaboração, a parceria e a empatia com a gestão? Estamos nos permitindo ser desenvolvidos? Treinados e orientados para fazer a coisa certa?
Um post da newsletter aqui! A edição de agradecimento aos parceiros de 2025 repercutiu bastante. E que bom! Vale a pena conhecer o trabalho desses caras!
Participar ativamente da transformação da nossa profissão é bom demais. Eu diria que é algo fundamental em 2026. Entretanto… Não podemos perder o senso crítico e o olhar atento para avaliar quem só fala e não pratica o que diz.
Não é todo gestor jurídico que gosta verdadeiramente de desafiar o ‘status quo’. Existem líderes que são conservadores e moderados - e quanto a isso, devemos respeitar. Viver a diversidade também é entender que não somos iguais. Somos plurais - inclusive quando se trata do modo de pensar, ser e agir.
Vejo que o problema não está no pensamento diverso. Ele reside naqueles que dizem querer mudar, dizem querer diferente, mas que não estão preparados para o desconforto que a mudança causa. Esse gestor adora usar em seus discursos as palavras “inovação”, “pensamento disruptivo”, “tecnologia”, “impacto”… Mas tudo querem validar, alinhar, microgerenciar, evitar fazer diferente.
Divergir só é válido quando for previamente alinhado em tons teatrais. Nada de ameaça aos fluxos já adotados - se você fizer, é visto como um profissional difícil, que gosta de aparecer e que quer mudar tudo porque “nunca nada está bom”.
Geralmente, a gestão que adota esse tipo de conduta começa a mudar em três situações: quando outros times começam a ganhar prêmios e reconhecimentos (que não o dele); quando passa a perder pessoas do time para o mercado; ou quando vem uma nova liderança que exige uma mudança real (e não de fachada).
Desenvolver a skill de '“leitura de cenários” é essencial, meus amigos. E estar preparado para lidar com esse tipo de liderança também!
Com isso… Vamos aos destaques dessa edição:
🔸 Juiz americano multa grupo de advogados por causa da IA: eles apresentaram um documento com citações e referências inexistentes. A multa de + de 4 mil dólares nos lembra a importância da revisão humana!
🔹 O paradoxo da IA - investir ou ficar obsoleto: a matéria não é sobre gestão jurídica, mas retrata bem o nosso momento. Há quem diga que IA é bolha e excesso de ruído, há quem diga que é importante investir agora e tornar seus processos mais eficientes. Qual é a sua opinião?
🔸 O mercado quer executivos mais jovens: o perfil do novo CEO é mais jovem, menos experiente e, infelizmente, menos feminino. Se com IA e instabilidade geopolítica os conselhos estão mudando o perfil do principal executivo, será que o perfil dos principais sócios e dos diretores jurídicos também estão seguindo assim?
🔹 Brasil elimina + de 300 mil vagas de diretor e gerente em 6 anos: viu por que precisamos ficar de olho nas movimentações do mercado? A eliminação de camadas de comando representa uma diminuição direta na oferta de vagas, algo que afeta a sua carreira de forma direta. Fique sempre atento à sua estrutura de crescimento!
🔸 IBM triplica as contratações das posições de entrada em 2026: finalizando com boas notícias, né? Quando a própria diretora de RH diz que as vagas requerem um “toque humano” apesar da atividade já poder ser feita pela IA, isso quer dizer alguma coisa.
Notícias, provocações e novidades do nosso mundão jurídico… Você só vê aqui!
Sabe quando o responsável por Governança de IA da sua empresa fica o tempo inteiro falando sobre a importância de somente utilizar soluções homologadas conforme as políticas internas? Pois então. Se nem mesmo as soluções homologadas estão livres de falhas graves, imagina aquelas que não passaram na avaliação técnica.
A Microsoft admitiu que um bug no Copilot 365 permite que o assistente resumisse e-mails corporativos marcados como “confidencial” via chat, algo que pelas configurações não deveria ocorrer. Ao que tudo indica, a correção já está em implementação e não escrevo aqui para criticar e sim para alertar. Nós, do Jurídico, sempre precisamos ficar atentos a situações dessa natureza. Falhas dessa magnitude podem prejudicar estratégias comerciais ou exposições concorrenciais meteóricas. Todo o cuidado é pouco!
Agora, vou te colocar para refletir comigo a partir do seguinte questionamento: você acha que a IA te deixa mais rápido, te faz executar mais tarefas ou te torna mais dependente da tecnologia? Bem, vamos construir uma linha de raciocínio juntos.
Um estudo publicado na Harvard Business Review apontou que a IA não reduz o trabalho e sim o intensifica. Ou seja… Se você pensa que a tecnologia vai diminuir sua carga de trabalho, você pode estar enganado. Em síntese, o estudo defende que:
Você vai executar mais tarefas - justamente porque aprender novas atividades ficou mais simples.
Você vai fazer mais coisas ao mesmo tempo - justamente porque o “multitasking” passa a ser o “novo normal”.
Você vai ter menos intervalos para descanso - justamente porque realizar uma nova tarefa em um curto espaço de tempo ficará ainda mais fácil.
Percebe a importância de refletir sobre a sua saúde mental no meio de todo esse processo? Aqui, se constata a criação de um ciclo vicioso: os funcionários ficam mais rápidos, executam mais e, por tabela, ficam mais dependentes da IA já que passam a executar mais tarefas. E ainda constitui parte dessa equação o medo de ser substituído e perder o emprego.
Vivemos uma revolução sem precedentes no mundo do trabalho. E o impacto dessa “novidade” na saúde mental é gritante. Já nos salários e benefícios, é uma revolução silenciosa e inversamente proporcional (lucros corporativos aumentam, mas o aumento real do poder aquisitivo das famílias não tem acompanhado essa alta).
Resolvi razer essa perspectiva na news deste mês para ficarmos atentos. Afinal, é parte do nosso dever como gestores jurídicos lembrar da função social da empresa, do respeito à legislação trabalhista em vigor, bem como do diálogo com as entidades de classe e demais instituições que militam em prol do desenvolvimento humano e social.
Agora… A nossa habitual dica de prompt!
Aqui só aparece quem dá conta do recado, é proativo e coloca o Jurídico como o protagonista de grandes realizações. Hoje, o papo é com a Karen Bincoletto.
Com mais de 10 anos de atuação profissional e passagem por três diferentes empresas renomadas do mercado, a Karen não brinca em serviço quando o assunto é atuação estratégica. Apaixonada por Fashion Law e todo assunto que esbarre em proteção de direitos de propriedade intelectual, vamos ver o case que ela compartilha:
“O Grupo Malwee atua no varejo de moda e sua cadeia produtiva vai do fio ao consumidor. Seu processo produtivo é complexo e intenso, com várias coleções e novidades a todo momento. Minha atuação não é só estar lado a lado dos times criativos, mas respirar e viver o dia a dia deles (ou nosso!). A Curadoria Jurídica deixou de ser um projeto e se transformou em um fluxo de trabalho normal, integrando os times de Marketing, Produto, Estilo, Engenharia e Processos. Como especialista em Direito da Moda e mestranda em Propriedade Intelectual, quero que meu papel vá além da tradicional análise de riscos, opiniões e pareceres. Eu prezo por participar do processo criativo como um todo, seja no posicionamento da marca ou até mesmo provando e testando o produto - e eu amo o que eu faço.
Há muito tempo o jurídico deixou de ser o "Doctor No", com o famoso "não pode" e permite que a criatividade das áreas flua e que a criação e inovação aconteçam de forma espontânea, consciente e sustentável. No mundo da moda é muito comum ver plágio como inspiração, violação de direitos autorais como trends ou memes. Por isso, o time jurídico está no processo de criação, mostrando-se essencial e conduzindo pela mão os seus clientes, para alcançar o sucesso desejado lá no consumidor do produto. O modelo de consultoria que criamos acabou gerando um ambiente de confiança ao permitir tato, empatia e foco no longo prazo.
Hoje, após 04 anos na empresa, desde o assistente até a Diretoria, nos consultam com normalidade e naturalidade, sem qualquer cerimônia. Esse modelo de atendimento evidencia o quanto é fundamental acessar o Jurídico, onde os clientes internos contam com um profissional não apenas com conhecimento técnico e estratégia, mas também com um coeficiente emocional alto, que consiga extrair o melhor deles para manter o Jurídico como um vetor de estratégia, proteção e crescimento.” – Karen Bincoletto.
Inspiração, impacto e resultado. Poder de execução: a importância de ter na equipe e valorizar quem faz acontecer! Quer seu case aqui? Fala comigo ou clica aqui.
… Tools Law! Na Tools Law, as soluções não param na resposta de ofícios, ela se estende por todo o ecossistema jurídico, conectando gestão, dados e IA para transformar rotina em estratégia.
A TOOLS EIP, por exemplo, é plataforma modular de gestão de processos jurídicos end-to-end para departamentos juridicos, permeada por multiagentes de Inteligência Artificial orquestrados que automatizam etapas do ciclo inteiro: entrada e organização, análises, prazos, documentos, atualizações monetárias e acompanhamento. O resultado é mais previsibilidade, padronização e velocidade com o gestor ganhando visão para tomar decisões realmente estratégicas, apoiadas por inteligência e contexto.
O TOOLS Cockpit é o módulo de gestão de indicadores com Microsoft Power BI Embedded que coloca performance na mesa, do jeito certo. Ou seja… Você pode criar, acompanhar e escalar KPIs do Jurídico ou escritório com governança, visual claro e foco no que importa.
Já o TOOLS Monitor foi desenvolvido para capturar e monitorar processos nos tribunais do Brasil com inteligência de gestão e dados. Você receberá atualizações, organizará movimentações e ganhará leitura operacional do contencioso para agir com antecedência. Com o Monitor, você deixa de “apagar incêndio” e passa a criar estratégias baseadas em dados, priorizando esforço onde o impacto é maior. E eles dizem ser só o começo: são módulos e soluções integradas que evoluem com a sua operação do operacional ao estratégico, sempre com tecnologia aplicada e IA no centro. É uma verdadeira “caixa” de ferramentas. Não é “tools” à toa!
🔰 Animou e quer falar com o time Tools? Vem cá agendar uma demonstração!
🔥 “Legal é Pop” é um espaço incentivado. Manda uma mensagem se quiser anunciar!
Ganhadoras da última edição:
1. Livro Jurídico 5.0 | Sofia Almeida, São Paulo/SP
2. Livro “Transformação Jurídica” | Stela Ferreira, Belo Horizonte/MG
Neste mês, mais dois super livros na disputa:
Regras para participar: basta preencher esse forms (clique aqui); inscrever-se na newsletter “Poder de Síntese”, no Substack e aguardar o sorteio (~3ª sexta do mês).
E como você percebeu… Esse mês tem mais! Nossa newsletter é parceiraça da C Law Experience 2026, o maior encontro de C-Levels e Heads Jurídicos do Brasil. Estive na 1ª edição ano passado e o slogan “Onde negócios são feitos e conexões acontecem” não poderia ser mais perfeito. Ali, você só encontra quem realmente quer transformar a nossa profissão, agrega e realmente faz a diferença.
A 2ª edição segue reunindo Heads e C-Levels jurídicos em um ambiente exclusivo e fechado, pensado para quem está à frente das decisões estratégicas. A programação é organizada por trilhas temáticas, com conteúdos dedicados a IA no Jurídico: Cases Práticos e Tendências, Gestão do Departamento Jurídico, IA no Jurídico: Cases Práticos, Governança & Eficiência, Indicadores Financeiros no Departamento Jurídico, Contencioso Estratégico e Contencioso de Massa, sempre com foco em aplicação prática, governança, eficiência e geração de resultado.
O que eles comentaram é loucura: já possuem gestores jurídicos de +200 empresas confirmadas, em uma agenda estruturada para troca qualificada e negócios reais. Olha, se não for o lugar ideal para ampliar a rede, não sei mais qual lugar pode ser. Vejo que essa edição é uma oportunidade única para ampliar seu posicionamento e estar onde as decisões acontecem. E você pode viver essa experiência: vamos sortear um ingresso de 2 dias. Participe!
* Sorteio da última edição realizado em 25/02 - ganhadoras já comunicadas!
🤩 Links e dicas úteis PDS
Priorize 360: iniciativa incrível da gigante Ana Carolina Tavares Torres, executiva jurídica de impacto que admiro e que agora está ajudando várias organizações na resolução de problemas contábeis complexos. Vale conhecer!
The News: fique + informado em 5 minutos. Notícias do Brasil e do mundo compartilhadas de uma forma como você nunca viu!
Legal & Business: minha coluna no JOTA sobre o Jurídico corporativo. Autores convidados publicam seus textos na 1ª quinta do mês sobre Legal Ops (CLOC Brasil Insights!) e, na 3ª quinta, sobre assuntos diversos (edição regular).
Tech Drop: novidades e acontecimentos jurídicos do mundo tech!
… Vem cá! 🏆
Prazer 🤝 Sou o Paulo Samico, um advogado carioca com + de 10 anos de experiência no Jurídico corporativo. Sou palestrante, LinkedIn Top Voice, maratonista e um grande defensor da valorização do profissional in-house como figura essencial para fomentar o ambiente de negócios na nossa sociedade. Meus valores? Espírito crítico e criativo, comportamento ético e responsabilidade social.
Se animar, conecta comigo no LinkedIn ou no Instagram. No botão abaixo, você também pode compartilhar a PDS com quem quiser! Vamos juntos?












